Olá todos,
Bom, depois de Ciudad Bolívar, fomos pra Santa Elena, 12 horas de viagem. Mais uma vez paramos para que a policia pudesse exibir o seu poder. Com certeza deve haver um programa, ou sei lá, algo que deixe os oficiais com a estima muito baixa, porque ele tem uma necessidade absurda de humilhar os outros. Não sei se é o treinamento, os exercícios ou se ele tem pinto pequeno, só sei que ele tem que se sentir superior a todos.
Paramos, fizemos uma fila, abriram todas as malas, jogaram nossas roupas no chão e um deles encrencou com as lentes descartáveis de uma das gringas, pode? Ele disse que nunca tinha visto aquilo e que não existia, ele a fezela colocar as lentes, pra provar.
Tivemos sorte que dessa vez eles não pediram dinheiro, mas foi foda. Também é difícil pra um europeu entender porque as pessoas agem desse jeito. Elas ficaram chocadas.
Chegando a Santa Elena, fomos pro hotel, o backpacker, já conhecia a galera, foi legal vê-los de novo. Ficamos a toa nesse dia e no outro mandei geral pra fazer a Gran sabana tour. Uma caminhada leve pela parte que faltava da Canaima. Eu fui procurar pousada pro Beto, outro guia que esta indo pra lá na semana santa e não conseguiu reservar nada, já que lota de Brasileiro na semana santa. Andei, andei isso mesmo, andei hehehehe, e achei a posada da avuela, caidassa, mas a única q tinha vaga e mesmo assim não aceitava reservas. Bom, falei com o gerente, que não deu muita bola e deixei o nome do Beto lá.
No dia seguinte tinha que trocar os bolivares por real, impossível, coisa mais difícil no mundo é trocar a própria moeda deles. Eles compram tudo, menos a própria moeda. Vai entender esse povo. Creio que porque não tenha casa de cambio lá, só à galera nas ruas. Fui a Pacaraima, a cidade brasileira da fronteira, pra ver se trocava no Banco do Brasil, mas não trocam. Então a Solução foi trocar no mercado negro, pagando mais que o dobro. Merda!!!
Acordamos, pegamos o taxi pra Pacaraima, pra variar paramos na fronteira, fomos revistados, implicaram comigo (definitivamente esse país não vai com a minha cara), o de praxe. Pegamos o visto de saída e graças a Deus... meu bom Brasil, pelo menos aqui eu sei como me defender dos policiais corruptos. Fomos pra rodoviária, pegamos o ônibus pra Boa Vista, chegamos lá, esperamos 4 horas pelo ônibus até Manaus.
Foi minha segunda vez na Venezuela, a primeira foi muito mais tranqüila em relação a policia, mas mesmo assim é um país difícil. Mas o país em si tem muito a oferecer, lindas paisagens, rios, cachoeiras e parques nacionais. Belas praias, com água quente e clara.
Muitos reclamam do Brasil, com razão, mas pelo menos ainda podemos comprar leite, não precisamos mais entrar em filas, ou ficarmos preocupado com m presidente que pode acordar de mau humor e decidir cortar a distribuição de remédios ou entrar em guerra.
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